terça-feira, 8 de novembro de 2011

Votos Perpétuos

No feriado de 12 de outubro de 2011 fomos convidados a comparecer à paróquia Sagrado Coração de Jesus para a celebração de votos perpétuos da irmã Maria do Amparo e depois para uma comemoração em sua casa, o convento das Filhas de São José. Celebração de votos perpétuos é quando a irmã faz os juramentos e votos de celibato, obediência e pobreza.

Foi um momento de muita emoção para todos que tiveram a oportunidade de testemunhar aquele momento. Abaixo, algumas fotos deste dia:







sábado, 22 de outubro de 2011

Vocação e Vida Na Congregação


Falando em Vocação, vamos comentar como era a vida dessas mulheres antes de descobrirem sua vocação e como é agora dentro da Congregação.
Depois diremos quais são os requisitos de ingressar em um Convento e falaremos mais a respeito.

Irmã Maria do Amparo: Nasceu no Piauí, mas resolveu ir a Fortaleza a trabalho. Não era uma pessoa das mais religiosas, mas tinha muito interesse em conhecer a respeito. Sua patroa era católica, e costumava fazer convites para que ela frequentasse a igreja. Foi na igreja que frequentava que teve seus primeiros contatos com freiras e então disse ter "ouvido" a voz de Deus e que acreditou no chamado. Apesar de ter feito catequese e entrado para o grupo de jovens, nunca pensou em ser freira.
À princípio os familiares não entenderam a decisão de Maria sobre ingressar para o Convento, pensaram que Maria estava fugindo de alguma coisa, que havia aprontado. Recentemente, no último dia 12 de outubro, fez seu Voto Perpétuo, como se fosse uma ‘formatura’, indicando que Maria passou os 5 anos de experiência do convento e agora está apta. Nós estivemos presentes e contaremos com mais detalhes em breve.
Maria acredita que quando alguem deseja entrar para um convento deve ter um ideal e não para fugir/esconder-se do mundo. Ficou 2 anos no convento de Fortaleza e depois mudou para São Paulo.

Noviça Rafaela: É a mais nova da Congregação, com 21 anos. De início não queria ser freira, nunca passou pela cabeça dela, mas tinha uma vida religiosa normal. Fazia parte do grupo religioso de sua paróquia em Fortaleza, mas mesmo assim gostava muito de ir para festas. Uma hora estava nas festas, outra na igreja, sua mãe reclamava disso. Chegou a prestar vestibular para fazer faculdade de Serviço Social ou História. Uma vez, quando visitou um convento, Rafaela se impressionou com as freiras, com a simpatia e sentiu que era aquilo que queria, sentiu o chamado de Deus. Foi quando decidiu seguir a vocação, as irmãs não botaram muita fé, pelas roupas que ela vestia, pelo tipo de vida que levava, mas mesmo assim ela insistiu. Mais uma razão de sua escolha, se deu pois gostaria de ter um caminho diferente das outras garotas, que estavam engravidando cedo demais e tomando decisões erradas no lugar onde nasceu. De princípio, sua mãe não aprovou sua escolha, pois já tinha um destino traçado para a filha.

Irmã Ana Edna: Nasceu em Minas Gerais. Seus pais eram católicos. Ana Edna tinha 19 anos, uma vida comum, teve seus namorados, trabalho, estava prester a se casar, mas o chamado lhe guiou rumo a vocação. Foi com a vinda de Irmãs a sua cidade que Ana Edna conheceu a fundo a vida religosa. Ela diz que você não precisa basicamente casar e ter um marido para ser feliz. Existem outras opções, essa não é a única escolha. Hoje ela pode dizer que a vida Congregada é o que a faz feliz.


Ambas as freiras entrevistadas disseram que ouviram o chamado de Deus. Deram exemplo como um sentimento bom, uma voz interior indicando em direção ao caminho certo.

Falando sobre a roupa que vestem, o 'hábito', elas nos contaram que é como se fosse um uniforme, indicando as freiras. Não há cor específica, cada congregação tem a liberdade de escolher a cor, desde que seja uma cor neutra. Mas, a cor tradicional é preto.
A Idade mínima para ingressar no convento é 18 anos. Primeiros 5 anos são como se fosse anos experimentais, de experiências. Passado os 5 anos, a freira já está apta a ficar de vez no convento. Nestes 5 anos há algumas etapas como o postulantado (formação humana, conhecimento próprio, clausura, convívio com coisas diferentes das vividas fora) e noviciado (como se fosse um 'noivado' com a religião) etc.
Quem não serve para ter compromisso, não serve para entrar no convento.
Vida consagrada pode parecer uma prisão para algumas pessoas, pelas regras, pelo estilo de vida, mas elas deixam bem claro que é um ato de liberdade. Liberdade de deixar a vida externa e entrar no convento. Quando se ingressa na vida religiosa, as irmãs chamadas se sentem completas, nada no mundo externo lhes chamam atenção.
Sobre dinheiro, é necessário fazer voto de pobreza, é como um símbolo de riqueza de espiríto. Elas tem uma lojinha que vende coisas religiosas, tudo que um padre precisar, ele pode encontrar lá, é o dinheiro da loja que as mantem. Com ele, elas só compramo que realmente necessitam.
Perguntando sobre o que assistem elas nos contaram que de TV só telejornais e alguns filmes, tanto porque o horário livre delas, só bate com o do jornal.

Em relação a Rotina no Convento, de segunda á sexta-feira é isso aqui:

05h15: Hora de acordar. 06h: Missa. 06h30: meditação. 07h: Café da Manhã.
11h45: Meditação/oração. 12h-14h: Almoço/tempo livre. 14h: Espiritualidade (estudos/filmes)
19h30: Jantar 21h: Última oração. 21h20: Tempo livre para dormir e fazer o que quiser.
Aos sábados é feita a limpeza da casa e os domingos são livres para cada freira fazer o que quiser.
Durante o ano, os familiares podem visitar a Congregação. Mas é só 1 vez ao ano, durante 30 dias, que elas podem viajar para passar com a família.
É interessante falar que elas não tem preconceito com nenhum tipo de religião. O que importa é fazer o bem, seja a religião que for. Respeito acima de tudo.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Como chegamos até elas

Já faz um tempo que estamos prometendo nos aprofundar na vida das Irmãs e nada. Pois bem, vamos falar um pouquinho dessas 3 mulheres que conhecemos pra vocês, mas antes, deixe me contar como chegamos até elas.
Primeiro recorremos até o Convento da Luz, para tentar conversar um pouco sobre a vida das freiras que viviam lá. Tentativa falha. Apesar de termos ligado antes da visita, não fomos recebidos e saimos em busca de alguma igreja ou um padre que pudesse nos orientar na nossa busca.
Caminhamos até o Mosteiro ali na frente do metrô São Bento. Procuramos auxílio, com algum monge, ou alguém que estivesse dentro da igreja. Tentativa falha, após 3 minutos da nossa chegada, o mosteiro foi fechado e o segurança informou que seria impossível ver os monges naquela tarde.
Putos da vida. Sim, putos. Seguimos andando, tentando encontrar em nossas mentes soluções
para o desdobramento do trabalho. Até que avistamos 3 freiras, andando pelas ruas.
Se foi Deus ou não, eu não sei. Só sei que corremos até elas, pedindo informações e tentando convencê-las a nos ajudar no nosso trabalho.
E não é que nossas preces foram ouvidas?
Elas toparam, deram nos o telefone, agendamos uma visita e foi assim que conhecemos essas mulheres.

domingo, 9 de outubro de 2011

Uma visita ao Brooklin

Nesse final de semana, fizemos uma visita as irmãs, filhas de São José, que moram lá no Brooklin. Fomos super bem acolhidos pela Irmãs Ana Edna, Maria do Amparo e pela noviça Rafaela.
Batemos um papo com elas, e elas contaram diversas coisas, sobre, como é a rotina de onde vivem, como acabaram se tornarndo freiras e outras diversas coisas. Admito que foi muito divertido ouví-las.
Em breve entraremos em mais detalhes sobre essas mulheres super simpáticas que conversamos. Enquanto isso deem uma olhada nas fotos que tiramos no sábado!

            Fundador Beato Clemente Marchisio e  Co-fundadora Madre Rosália Sismonda




                                             
                                               Olhem só que linda a capela delas.
                                            

                             Na sequência, Irmã Maria do Amparo, a Noviça Rafaela e a Irmã Ana Edna.


 Nós com as Irmãs.
                                                    
                                                         



                                                     



quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Quem são essas mulheres?

Uma matéria realizada pela revista Veja aponta diversos aspectos e até mesmo curiosidades para aqueles que não conhecem, sobre a vida dessas noviças e freiras. Como por exemplo Virgindade não ser um pré-requisito para ingressar na vida religiosa ou que 39% delas têm curso superior. É. Aposto que você deva estar um pouco surpreso agora. Grande parte de tudo aquilo que é voltado a religiosidade para nós tende a estar ligado com castidade. Mas ás vezes vai alem disso...Vamos abrangir mais alguns pontos.
Apesar de atualmente grande parte das mulheres dentro da sociedade terem um certo 'apego' a vida material, são muitas as que de todas as idades, mesmo apesar de anteriormente terem uma vida comum, saindo, namorando, frequentando parques, simplesmente decidem abrir mão dessa vida ligada ao sexo e dinheiro para servir a Deus. 
E acha que é moleza ingressar em um convento? Não é não!
Só pode se tornar noviça se tiver o 2° grau completo, e é necessário ter 18 anos para ingressar em parte desses conventos. Após esses requisitos, elas passam pelo aspirantado e pelo postulado, que tem a duração de 3 anos, em seguida seguem para o noviciado e passam mais 2 anos, orando, estudando e trabalhando pela congregação.
Outros aspectos interessantes são que, em muitas das Congregações, as freiras ganharam um certo espaço para se similiarizarem com o mundo externo, como por exempo, ter direito a terapia, usar uma maquiagem leve no rosto e já se pode até acessar a internet, isto é, somente para troca de e-mails com pessoas de dentro da instuição, mas já é alguma coisa. 
Achou interessante?
Pois aguardem, que em breve falaremos mais um pouquinho da vida dessas mulheres pra vocês!

terça-feira, 27 de setembro de 2011

O Que é o Além Do Hábito?

Bem, nosso blog é baseado em uma pesquisa de campo que estamos realizando para nossa trabalho de Antropologia do semestre. Basicamente escolhemos um grupo social que vive de modo diferente ao da nossa sociedade e entramos em contato para "desvendarmos" o que realmente acontece entre eles.

Nosso tema é: Convento
Vamos descutir a vida em um Convento; o que leva pessoas a viverem clausuradas ou devotas a algo durante anos ou até mesmo a vida inteira. Vamos tentar mostrar a visão de quem vive em um convento; as dificuldades, preconceitos, rotina, pensamentos das freiras e tentar mostrar que existe muita coisa que vai além do hábito que se veste.

Durante esse periodo de pesquisa vamos fazer postagens sobre reportagens, livros e pesquisas cientificas que abordam o assunto, sempre tentando mostrar a visão do nosso grupo.

Qualquer dúvida, pergunta ou sugestão entre em contato por comentarios ou no email: radioetvantro@gmail.com